Camilo Gan, que conecta a ancestralidade da cultura negra ao samba, é a atração de sábado do 'Conversas de terreiro'
O Espaço do Conhecimento UFMG sedia, neste sábado (20), a partir das 17h, um novo encontro do projeto Conversas de terreiro. O evento, com entrada gratuita, receberá o artista Camilo Gan, que conecta as heranças ancestrais da cultura negra ao samba e a diversas outras expressões artísticas. A mediação do bate-papo será feita pelo professor do curso de Teatro da UFMG Gil Amâncio, músico e coordenador do projeto.
Gan propõe um bate-papo inspirado por sua trajetória e pelas dimensões de força (n’gunzu) provenientes dos tambores, das narrativas orais, dos cantos e das cosmopercepções de matriz africana. O público também será convidado a experimentar corporeidades e oralidades, em um momento de interação e coletividade. O evento será realizado no hall do quinto andar do Espaço do Conhecimento. A entrada é livre para todos os públicos, e não é necessário retirar ingressos.
Camilo Gan
Natural de Belo Horizonte, licenciado em Música pelo Instituto de Ensino Superior Izabela Hendrix, o artista atua como dançarino, músico, compositor, educador, produtor e liderança cultural. Iniciou a carreira profissional em 1998, com formação conectada principalmente aos saberes da cultura negra. Ao longo de seus 27 anos de estrada, Camilo tem criado e realizado trabalhos que representam a sua atuação artística em ações socioeducativas fundamentalmente "afrobetizadoras" e "pretagógicas".
Conversas de terreiro é um bate-papo sonoro, visual e performático com artistas que trabalham a arte negra na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A cada mês, o Espaço do Conhecimento será tomado pelo protagonismo de vozes negras por meio do canto, da dança, da música, da poesia e de performances – não apenas como expressão estética, mas como forma de pensar o mundo e relacionar vivências com os modos africanos e afrodiaspóricos de fazer arte.
Inspirado nos terreiros, nas giras, nas quebradas, nas praças e na inteligência ancestral africana, o projeto propõe encontros vivos entre arte e ciência, superando dicotomias e afirmando que pensar também é dançar, rimar, tocar e respirar junto.
Multiverso
Gratuito e aberto ao público, o Multiverso acontece desde 2017 e, nesta edição especial, conecta-se com a tradição e potência da arte afrodiaspórica. As apresentações integram o Circuito Cultural UFMG, realizado pela Pró-reitoria de Cultura (Procult) em parceria com os museus e espaços de cultura da Universidade.
