Em exposição no Centro Cultural, Julia Arbex reflete sobre construção e destruição, criação e catástrofe
O Centro Cultural UFMG abriga a exposição Frações, da artista visual Julia Arbex, com curadoria de Natália Quinderé. A mostra reúne desenhos que ganham volume por meio de recorte e colagem, tornando algumas produções também uma topografia. As obras poderão ser apreciadas até 5 de outubro. A entrada é gratuita, com classificação livre.
Julia Arbex apresenta ao público uma instalação organizada com base em suas últimas pesquisas em torno do papel e do cobre, que se transformam em esculturas que, por vezes, lembram ossaturas de animais desconhecidos. "Frações é parte do debate sobre as mudanças climáticas. Como o nome da exposição nos recorda, tudo está em relação, pelo fragmento. Nós somos partes inframínimas de um todo. Pensar em frações é remeter a um mundo feito de divisões, somas e vazios – nunca de totalidades absolutas", descreve a curadora Natália Quinderé.
Indicada ao Prêmio Pipa em 2023, Júlia Arbex realizou, em 2024, a exposição individual Três tempos na Casa Fiat de Cultura. Participou das exposições coletivas Salón acme (México, 2023); The silence of tired tongues (Framer Framed, Amsterdam, 2022); Sol a sol (ArteFasam, São Paulo, 2022); Drawing box pop up show (Índia, Irlanda e Estados Unidos, 2022); Mirantes (Galeria Anita Schwartz, Rio de Janeiro, 2021); Até onde a vista alcança (Galeria Athena, Rio de Janeiro, 2020), entre outras. É doutoranda em Artes na UFMG e mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense.
Natália Quinderé é artista, pesquisadora e curadora. Em 2024, foi residente na Pivô SP. Em 2019, ganhou uma bolsa de viagem curatorial do Goethe e do Serviço Cultural da França, com o projeto Musée-Museum: 15 dias, 4 horas, uma obra-prima. Idealizou Seis gentes dançam no museu, a partir da pesquisa no exterior. Fez curadorias individuais de Gabriela Mureb, Ana Hupe, Eloá Carvalho, Pedro Victor Brandão, Maria Baigur, Darks Miranda, Mayra Redin e outros.
