Sexta, às 21h: Centralidade do corpo do filósofo na tradição cínica é tema do 'UFMG noturna'
A centralidade do corpo humano e, em particular, do corpo do próprio filósofo, na tradição cínica, tal como ela foi transmitida pelas fontes antigas, é o tema da próxima edição do ciclo UFMG noturna. A palestra será ministrada pelo professor Olimar Flores, da Faculdade de Letras (Fale), nesta sexta-feira, 26, às 21h, na sala 315C do CAD 2. A participação é gratuita e vale certificado.
Olimar vai propor reflexão sobre como o corpo do filósofo cínico constitui, em sentido próprio, uma forma de discurso filosófico com implicações políticas. Fundada por Antístenes (445–365 a.C), discípulo de Sócrates, o cinismo questionava as convenções e o valor excessivo de posses e riquezas, valorizando a autonomia e a satisfação plena dos indivíduos. Alguns de seus representantes são Diógenes de Sinope e Crates de Tebas. Como escola, o cinismo dura até o século 5 d.C. Sua concepção de ascetismo teria também influenciado a prática dos cristãos.
Professor de Língua e Literatura Gregas da Faculdade de Letras da UFMG, Olimar Flores é mestre em Filosofia pela UFMG e doutor pela Universidade de Paris IV (Sorbonne). Trabalha principalmente com a literatura filosófica da Antiguidade, em particular com a tradição cínica e a sua recepção moderna. Dentre os vários estudos seus publicados a esse respeito, destaca-se mais recentemente o livro La vie facile. Une lecture du cynisme ancien (Vrin, 2021).
O ciclo UFMG noturna oferece aulas abertas a um público mais geral. As mesas e palestras promovem o diálogo interdisciplinar entre Letras, Filosofia e História Antigas e ampliam o leque de atividades para os alunos do turno noturno. Neste semestre, a atividade está ligada à disciplina História da Filosofia Antiga II, do curso de graduação em Filosofia, conduzida pela professora Maria Cecília Coelho. Nas palestras presenciais não é necessária inscrição prévia, e basta assinar a lista de presença para receber certificado de participação.
