InovaLab seleciona cinco projetos para a fase 2
Cosmético que combate microrganismos multirresistentes, plataforma de nanoencapsulamento e adesivo anticorrosivo estão entre as inovações que continuarão a ser apoiadas pelo programa de incubação

Foram anunciados na última quinta-feira, dia 25, os cinco projetos escolhidos para a Fase 2 do InovaLab UFMG, programa de incubação desenvolvido pela Inova UFMG, a incubadora de empresas da Universidade. O anúncio, ocorrido no CAD 2, marcou o encerramento da primeira fase da iniciativa.
A pró-reitora adjunta de Pesquisa, Jacqueline Takahashi, destacou a importância do papel da Universidade na aproximação entre conhecimento e desenvolvimento econômico. “O capital humano que temos formado, desenvolvido e cuidado é fundamental para que possamos contribuir com o desenvolvimento econômico. Muitas vezes, a Universidade fica de um lado e a economia, de outro, mas estamos conseguindo fazer essa conexão”, relatou a professora.
Descobrir e lapidar negócios
O objetivo da pré-incubação é que os pesquisadores concluam a etapa com um estudo de viabilidade técnica econômica validado. Ao longo de seis meses, as equipes passaram por formação composta de conteúdos semanais, workshops, mentorias e acompanhamentos individuais. Essa formação abordou os principais eixos para a estruturação de um empreendimento de base tecnológica – do mapeamento de problemas e validação de hipóteses até a definição da proposta de valor, estratégias de mercado e projeções financeiras.
As cinco equipes com melhor desempenho foram selecionadas para avançar à próxima etapa do InovaLab, que poderá se estender por até dois anos. “A nossa proposta é transformar pesquisa básica em empreendimento. O InovaLab é um programa colaborativo, customizado e estruturado de acordo com as necessidades de cada empreendedor. A meta não é simplesmente sair daqui com uma empresa formada, pois isso é consequência. O foco está em descobrir e lapidar o negócio de cada participante, trajetória que a nossa equipe tem condições de apoiar e potencializar”, reforça o professor Gilberto Medeiros, Diretor da CTIT-INOVA.
Os contemplados
DiaViCon: projeto propõe a criação de plataforma inteligente (web/mobile) que usa IA para otimizar inspeções estruturais, reduzindo processos manuais, padronizando análises e automatizando até 60% das avaliações. A solução oferece suporte técnico e aumenta eficiência, segurança e qualidade, especialmente para infraestruturas envelhecidas no Brasil. O pesquisador responsável é o professor Fernando do Couto Rosa Almeida, e os empreendedores são Francisco Luiz Campos Lopes e Joana Gabriela Ribeiro de Souza.
DSBio®: projeto cria um dermocosmético biomimético com ativo vegetal da aroeira, com propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias, oferecendo uma alternativa natural e escalável aos antibióticos para combater microrganismos multirresistentes, visando reduzir infecções, custos hospitalares e enfrentar a resistência antimicrobiana. O pesquisador responsável é o professor Fernão Castro Braga, e a empreendedora responsável, Maria Diana Cerqueira Sales.
InnSumo: proposta visa escalar a produção de iturina A, biossurfactante biodegradável e de baixa toxicidade que otimiza processos de purificação e secagem, e desenvolve sistemas micelares naturais para substituir tensoativos sintéticos, oferecendo soluções sustentáveis e inovadoras para as indústrias cosmética e industrial. Os responsáveis são Paulo Afonso Granjeiro e Diego Fernandes Livio.
LipidSolutions: projeto propõe plataforma de nanoencapsulação em lipossomas para melhorar a biodisponibilidade, a estabilidade e a eficácia de ativos, com baixo custo e escalabilidade, visando aplicações farmacêuticas, cosméticas e nutracêuticas não invasivas. O pesquisador responsável é o professor Frédéric Jean Georges Frézard, e a empreendedora responsável, Sabrina Mendes Silva Araujo.
TapeCorr: projeto criou um adesivo anticorrosivo temporário a partir de PET reciclado, já validado em testes laboratoriais e reais. Em escala piloto, produz até 50 unidades/dia, mas com nova rota de produção poderá alcançar 500 unidades diárias. O pesquisador responsável é o professor Fernando Cotting, e a empreendedora responsável, Jorgimara de Oliveira Braga.
